Mais Médicos leva graduação em medicina ao interior do país

Nos últimos dois anos, muitos municípios do interior receberam novos cursos de medicina por meio do Programa Mais Médicos e tiveram uma importante evolução na oferta de serviços de saúde. Em combinação com os demais eixos do programa, a expansão interiorizada da graduação médica vem provocando mudanças decisivas nesses lugares. Além de atenuar uma deficiência histórica, os novos cursos de medicina promovem transformações culturais e desenvolvimento urbano.

Desde 2013, com o Mais Médicos, foram criadas 5,3 mil novas vagas de graduação em 81 municípios de todas as unidades federais. Em abril 2015, o governo federal publicou edital para a criação de mais 22 novos cursos, dessa vez concentrados em cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde a proporção de vagas de medicina por 10 mil habitantes é historicamente menor que nas demais regiões. Enquanto a média nacional é de 1,8 médico por mil habitantes, no Nordeste a proporção é de 1,09, no Norte é de 0,97 e no Centro-Oeste é 1,36. A meta é que, até o final de 2016, sejam criadas 2.057 novas vagas de graduação nessas regiões.

Essa expansão vem seguindo alguns critérios, cujo objetivo é a correção desse desequilíbrio regional. De acordo com o último edital, para se mostrarem aptos a receber novos cursos de medicina pelo Mais Médicos, os municípios precisaram cumprir quesitos como estar a pelo menos 75 quilômetros de outras faculdades na área, não ter curso de medicina e não ser capital, entre outros.

“Pela primeira vez, há mais vagas de medicina no interior do que nas capitais do país”, comenta o coordenador nacional do Mais Médicos no Ministério da Saúde, Felipe Proenço. Isto porque nos últimos dois anos o número de vagas em cidades que não são capitais teve crescimento acentuado, chegando neste ano a 65% de toda a oferta disponível em território nacional.

Fonte: Blog da Saúde, 21/08/2015.