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Fortalecimento das Redes de Atenção

Uma das prioridades do Ministério da Saúde é o fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde (RAS). Um dos pilares das RAS é a Atenção Básica (AB). Ela possibilita resolver até 80% dos problemas de saúde, reduzindo a busca pelas emergências dos hospitais e fornecendo um atendimento com maior qualidade.

Eduardo Melo, diretor do departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde ressalta a importância desta rede de atendimento. “A Atenção Básica é a principal porta de entrada do usuário no SUS. É nas UBSs, que a atenção básica acontece. E este atendimento é muito capilarizado. Qualquer município, independente do tamanho pode ter sua unidade. Quase 100% dos municípios brasileiros possuem pelo menos uma”, conta.

A Atenção Básica é o primeiro nível de atenção em saúde e se caracteriza por ações focadas no indivíduo e na necessidade do coletivo, que abrange desde a promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação até a manutenção da saúde, todos com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que melhore a saúde da população. Ela se orienta pelos princípios e diretrizes do SUS: universalidade, acessibilidade, vínculo, continuidade do cuidado, integralidade da atenção, responsabilização, humanização, equidade e participação social.

O atendimento vai desde necessidades mais simples como curativos, consultas para ajudar com os sintomas da gripe, investigar uma dor de cabeça até o acompanhamento de gestantes, doentes crônicos e imunização. Além disso, ela ainda aos domicílios de pessoas acamadas com problemas de locomoção. Quando não é possível resolver a necessidade do paciente são acionados outros serviços de urgência.

As Unidades Básicas de Saúde desempenham um papel central na garantia de acesso à população a uma saúde de qualidade. O Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes com um sistema de saúde público, universal, integral e gratuito e manter a infraestrutura deste atendimento é um grande desafio.

O atendimento é desenvolvido com alto grau de descentralização, capilaridade e próximo da vida das pessoas, a fim de proporcionar atendimento de qualidade ao usuário. A vinculação do paciente com a equipe de saúde é um dos pontos chave. “A vinculação faz toda a diferença. É diferente o atendimento de uma pessoa que sai fazendo consulta com serviços diferentes para a que tem uma equipe que conhece o paciente, que acompanha sua trajetória. Pacientes com doenças crônicas se beneficiam muito deste cuidado. Aumenta a qualidade de vida, ajuda no controle e evolução da doença”, ressalta Eduardo.

A rede de atenção inclui estratégias de promoção a saúde relacionadas a alimentação e nutrição, com atendimento nutricional e publicações como o Guia Alimentar para a População Brasileira; saúde bucal com o programa Brasil Sorridente; incentivo à atividade física com as Academias da Saúde; cuidados com o pré-natal e o nascimento com a Rede Cegonha.

Nos últimos 4 anos o Ministério da Saúde dobrou o orçamento destinado à atenção básica. Novos programas foram criados, como o Programa de Requalificação de UBS, que executou mais de 26 mil obras de reforma, ampliação e construção. Hoje, no Brasil, existem cerca de 40 mil UBS e 72% da população são cobertos pela atenção básica.

Conheça a estrutura das Redes de Atenção no Brasil:

• 40,6 mil unidades básicas de saúde em funcionamento

• 37,9 mil equipes de saúde da família

• 1.550 equipes do Melhor em Casa habilitadas

• 403 UPAs em funcionamento

• 124 Centros de Reabilitação

• 1.037 Centros Especializados em Odontologia

• 3.037 ambulâncias básicas e avanças do SAMU 192, com cobertura de 153,9 milhões de pessoas

• 2.237 Centros de Atenção Psicossocial

Fonte: Blog da Saúde, 27/07/2015.